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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Minha Vida

Olá! senti vontade de contar a vocês um pouco da minha vida. Peço desculpas, mas não vou colocar meu nome, tudo o estará escrito aqui será verdade, porém apenas os nomes citados serão fictícios, alguns locais também, mas prometo sempre avisar quando eu fizer isso.

Algumas vezes farei citações de autores, poemas, versos, mas o foco principal é dividir com vocês um pouco da minha vida. Caso queiram podem fazer comentários (peço que ão sejam maldosos). Então Boa Leitura!!!!!

sábado, 20 de junho de 2015

Primeiras Impressões

Meu nome é Cecilia, tenho 29 anos, sou católica (confesso que ultimamente não tenho ido muito a igreja). Tenho 2 irmão, sendo uma irmã e um irmão, sou a filha do meio, mas como diz meu pai, sou a caçula. Minha irmã é mais Velha e se chama Carol ela tem três filhas. e meu irmão mais novo se chama Miguel. Bom, mas vamos do começo...
Meus pais se casaram cedo, meu pai tinha 21 anos e minha mãe 18. Casaram em 1981. Ela engravidou aos 19 anos, meus pais foram morar com meus avós maternos, pelo que meu pai nos contava, não foi uma época muito fácil. Mas eles lutaram batalharam e conseguiram comprar um terreno em conjunto  com meus avós paternos. Quando começaram a construir a casa nova, eu já tinha nascido, e quando mudamos, eu já estava com uns 3 anos.
Não tenho muitas lembranças de quando era criança, (mas o que me lembro vou contar a vocês).
No meu aniversário de 5 anos, um dia antes, meus pais preparam tudo, e colocaram um pano para cobrir, eu sempre fui muito curiosa, sempre mexi nas coisas (era bagunceira). Acordei de madrugada e não me lembro porque, mas eu ascendi um fósforo e começou a pegar fogo em tudo, mas assim que eu ascendi eu fui dormir e fingi que nada aconteceu.  Meu pai levantou com o cheiro e apagou, sorte que não queimou muito (rsrsr). No dia seguinte ele perguntou quem tinha feito isso (claro que ele sabia que era eu), mas eu neguei até o fim. Mas deu tudo certo no fim.
Quando tinha 6 anos estava na creche, E fiz minha festa lá. eu me lembro, estava usando um conjuntinho branco com bolinhas azuis, me lembro de ter sido bem legal. Eu não fiz pré escola, da creche fui direto ao 1ª série. Não vou falar muito sobre minha infância, vou pular algumas coisas ( me perdoem por isso).
Fazendo um Resuminho.
Na minha infância fiz ginástica olímpica, Gostava muito, mas infelizmente que que parar, pois a escola já não ia mais disponibilizar as aulas. Fiquei muito triste. Meus pais não tinham condições de me colocar em uma escola especializada. (eu fazia na escola que estudava a 4ª série, e pagávamos um valor simbólico). Repeti a 3ª e a 4ª série. Ah!!! Estava quase me esquecendo, houve um fato muito importante na minha vida (neste período) do qual decidiu o que iria fazer quando fosse mais velha.
Quando estava na 3ª série (pela 1ª vez), minha tia foi minha professora. Ela era substituta, houve um dia que eu estava soluçando, e pedi para ir beber água. As outras crianças achavam que ela fazia tudo o que queria, então ela falou para mim "deixa eu ver se você está soluçando", ela esperou para ver, então depois de comprovar ela me deixou ir beber água. Depois de ter tido aula com ela eu soube que o que queria era ser professora. Ela parou de dar aulas para minha turma, pois a professora titular tinha voltado. Eu senti muito a mudança e acabei reprovando o ano.


Decisão Muito Importante

(Vou pular uma grande parte da minha vida). Eu e minha irmã sempre quisemos ter um irmão. Meus pais não podem mais ter filhos. Em 1992 meu pai fez uma vasectomia, pois não aguentava mais ver minha mãe sofrendo, ela já havia tido dois abortos. Sempre pedimos para meus pais adotar uma criança, mas meus pai sempre dizia que não era hora. Tenho uma prima que mora em outro estado, e por motivos pessoais ela teve que sair de onde estava, naquela época ela tinha um filho o Ângelo, ele tinha uns 4 anos. Meus pais a acolheram e deixaram eles ficar em casa. Ângelo foi criado como um irmão. De tanto ver eu e minha irmã chamando meu pai de pai ele começou a chamar meu pai de pai também. Ele era nosso irmãozinho, mas um dia a mãe dele conheceu uma pessoa e ela se casou com ele. Esse foi um momento muito triste, pois nosso "irmãozinho" estava indo embora. Todos nós sentimos muito principalmente meu pai. Muito tempo se passou, e eu e minha irmã continuamos pedindo um irmão, e meu pai sempre dizendo que ainda não era hora.
Meu pai sempre esteve envolvido com a Igreja, ele é Ministro da Palavra. Com isso ele teve a oportunidade de conhecer pessoas que são voluntários em um hospital. Ele então começou a fazer parte deste grupo, ia ao hospital, conversava com os pacientes, muitas vezes deixando o paciente desabafar, contar um pouco da sua vida, suas dificuldades, enfim. Minha irmã sempre quis ser 
médica, então ela começou a acompanhar meu pai, todo o domingo de manhã eles iam ao hospital. Cada vez que iam, estavam em uma "ala" diferente, a que eles mais frequentavam  era a "ala" de Medula Óssea (Leucemia), as vezes pediatria, e outras.
Um dia eles foram ao hospital e ficaram sabendo de um caso de uma criança que estava internada, e esta iria para adoção. Meu pai e minha irmã chegaram em casa contando esse caso, e isso despertou o interesse dele naquela criança. (Isso ocorreu em 2003).
Meus pais conversaram comigo e com a minha irmã, para saber se estávamos de acordo, pois eles queriam entrar no processo de adoção, mas pouco tempo depois veio uma decepção, aquela criança não poderia ser adotado por nós. Meus pais descobriram que para adotar uma criança existe uma fila, e que várias pessoas esperam para adotar uma criança. E que os avós ficaram com a guarda daquela criança que eles conheceram no hospital.
Depois dessa notícia, meus pais estavam realmente interessados em continuar na fila de adoção, mais uma vez eles conversaram com nós duas, para sabermos se estávamos de acordo. Então continuaram com a entrada no processo de adoção. Meus pais passaram por uma entrevista com psicólogos, a conversa foi com eles juntos e separados, (meus pais fizeram algumas exigências, eles queriam que a criança tivesse mais de 3 anos, pois quando ela crescesse não precisaria ficar explicando que ela era adotiva. Nós conhecemos algumas pessoas que adotaram crianças e quando chegava na adolescência se revoltava por ter sido adotada, meus pais não queriam passar por isso, e que não importava se fosse menina ou menino.). Depois chamaram eu e minha irmã, primeiro conversaram com nós duas e depois com cada uma separadamente. Eles ficavam perguntando sobre o que pensávamos da decisão que meus pais estavam tomando, perguntando nossa opinião e se realmente estávamos de acordo.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Decisão Muito Importante 2

Naquele mesmo dia uma mulher do concelho tutelar chamou minha mãe (pedindo para falar com ela em particular). Elas entraram em uma sala, eu e minha irmã ficamos curiosas querendo saber o que era, mas só saberíamos quando ela voltasse. Ela demorou para sair daquela. Quando finalmente saiu e e minha irmã ficamos perguntando o que ela queria, mas minha mãe disse que era para conversar sobre a conversa que tivera comigo e minha irmã. (Sabíamos que ela estava escondendo algo, mas não quisemos ficar perguntando).
Voltamos para casa e continuamos nossos afazeres de rotina. (Minha mãe trabalha na prefeitura com crianças, seu trabalho era apenas no período da manhã e de tarde ela ficava com agente). Quando meu pai chegou do serviço, logo passou um tempo e meu pai e minha mãe estavam no quarto conversando. Por um momento houve um clima de suspense entre eu e a minha irmã, o que será que estão conversando? Eu e minha irmã ficávamos nos pergunto sobre a conversa com a psicóloga para saber se havíamos dito algo errado. Muito tempo depois, saíram do quarto, eles se dirigiram até a sala chamando eu e minhã irmã para conversar. Nós estávamos muito aflitas, e agora, estamos encrencadas?
Eles ficaram um bom tempo nos olhando, ensaiando para nos contar algo. Foi então que meu pai começou a dizer:
    - Bom, meninas, a concelheira tutelar chamou a sua mãe para dizer que havia uma criança em um abrigo, ela não soube dar muitos detalhes sobre ela, nem idade, mas ela marcou uma visita no abrigo na quarta feira, para conhecermos essa criança. O que vocês acham?
Eu e  minha irmã aceitamos mais que imediatamente, e não víamos a hora de quarta feira chegar para conhecermos aquela criança, que seria mais que bem vinda em nossas vidas.
Agora estava decidido, nossas cabeças ficaram cheia de duvidas. Será menino ou menina? quantos anos será que tem? Como será que é o rostinho dessa criança? Será que ele vai gostar da nossa família? Fazíamos essas e muitas outras perguntas a nós mesmos?
Quarta feira estava chegando, e nossos corações estavam ficando apertado, a ansiedade aumentando cada vez mais.