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sábado, 20 de junho de 2015

Decisão Muito Importante

(Vou pular uma grande parte da minha vida). Eu e minha irmã sempre quisemos ter um irmão. Meus pais não podem mais ter filhos. Em 1992 meu pai fez uma vasectomia, pois não aguentava mais ver minha mãe sofrendo, ela já havia tido dois abortos. Sempre pedimos para meus pais adotar uma criança, mas meus pai sempre dizia que não era hora. Tenho uma prima que mora em outro estado, e por motivos pessoais ela teve que sair de onde estava, naquela época ela tinha um filho o Ângelo, ele tinha uns 4 anos. Meus pais a acolheram e deixaram eles ficar em casa. Ângelo foi criado como um irmão. De tanto ver eu e minha irmã chamando meu pai de pai ele começou a chamar meu pai de pai também. Ele era nosso irmãozinho, mas um dia a mãe dele conheceu uma pessoa e ela se casou com ele. Esse foi um momento muito triste, pois nosso "irmãozinho" estava indo embora. Todos nós sentimos muito principalmente meu pai. Muito tempo se passou, e eu e minha irmã continuamos pedindo um irmão, e meu pai sempre dizendo que ainda não era hora.
Meu pai sempre esteve envolvido com a Igreja, ele é Ministro da Palavra. Com isso ele teve a oportunidade de conhecer pessoas que são voluntários em um hospital. Ele então começou a fazer parte deste grupo, ia ao hospital, conversava com os pacientes, muitas vezes deixando o paciente desabafar, contar um pouco da sua vida, suas dificuldades, enfim. Minha irmã sempre quis ser 
médica, então ela começou a acompanhar meu pai, todo o domingo de manhã eles iam ao hospital. Cada vez que iam, estavam em uma "ala" diferente, a que eles mais frequentavam  era a "ala" de Medula Óssea (Leucemia), as vezes pediatria, e outras.
Um dia eles foram ao hospital e ficaram sabendo de um caso de uma criança que estava internada, e esta iria para adoção. Meu pai e minha irmã chegaram em casa contando esse caso, e isso despertou o interesse dele naquela criança. (Isso ocorreu em 2003).
Meus pais conversaram comigo e com a minha irmã, para saber se estávamos de acordo, pois eles queriam entrar no processo de adoção, mas pouco tempo depois veio uma decepção, aquela criança não poderia ser adotado por nós. Meus pais descobriram que para adotar uma criança existe uma fila, e que várias pessoas esperam para adotar uma criança. E que os avós ficaram com a guarda daquela criança que eles conheceram no hospital.
Depois dessa notícia, meus pais estavam realmente interessados em continuar na fila de adoção, mais uma vez eles conversaram com nós duas, para sabermos se estávamos de acordo. Então continuaram com a entrada no processo de adoção. Meus pais passaram por uma entrevista com psicólogos, a conversa foi com eles juntos e separados, (meus pais fizeram algumas exigências, eles queriam que a criança tivesse mais de 3 anos, pois quando ela crescesse não precisaria ficar explicando que ela era adotiva. Nós conhecemos algumas pessoas que adotaram crianças e quando chegava na adolescência se revoltava por ter sido adotada, meus pais não queriam passar por isso, e que não importava se fosse menina ou menino.). Depois chamaram eu e minha irmã, primeiro conversaram com nós duas e depois com cada uma separadamente. Eles ficavam perguntando sobre o que pensávamos da decisão que meus pais estavam tomando, perguntando nossa opinião e se realmente estávamos de acordo.

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